"Pão para as crianças do padre João"
Já entregámos 425 euros!!!
Na passada semana, entregámos ao padre Eliseu, dos Missionários da Consolata, em Fátima, a quantia de 425 euros. Ele fará, agora, com que esse dinheiro chegue às mãos do padre João da Felícia. Esperamos que, com as iniciativas que a paróquia da Batalha e também algumas escolas estão a promover durante esta época de Natal, este número suba consideravelmente, para que muitas mais crianças possam ter um Natal mais feliz, nem que seja com comida na mesa…
Entretanto, esteve em Portugal o missionário da Consolata Jorge Dal Bem, que trabalha no Roraima há mais de trinta anos e que actualmente dirige uma campanha de apoio aos índios indígenas, pela demarcação do seu território. Tendo como objectivo sensibilizar a opinião pública para esta causa, passou também pela cidade de Leiria, onde deu a conhecer a campanha "Raposa Serra do Sol", num encontro que reuniu as crianças de várias escolas do concelho de Leiria.
Há três décadas que os povos indígenas da Raposa Serra do Sol lutam pela possibilidade de viver com dignidade na terra que receberam de herança dos seus antepassados. Uma luta que já custou a vida de muitos índios. Há cinco anos, Raposa Serra do Sol foi demarcada administrativamente pelo Ministério da Justiça brasileiro. Desde então, para que a terra seja definitivamente reconhecida aos seus habitantes, falta apenas a assinatura de um decreto pelo Presidente da República Federal Brasileira. Com a vitória de Lula da Silva, os povos Macuxi, Ingaricó, Taurepang, Wapichana e Patamona da Raposa Serra do Sol, e demais povos de todo o Brasil, e até do mundo, encheram-se de esperança de ver a terra finalmente homologada. Todos esperam que o direito originário dos povos indígenas se sobreponha a pressões políticas e interesses económicos. Hoje, está nas mãos de Lula da Silva a decisão sobre o futuro dos povos indígenas brasileiros.
Lembramos que esta é também uma das "lutas" do padre João da Felícia. Há dois meses atrás falámos deste mesmo problema, que, pelos vistos, demora em resolver-se.
Luís Miguel Ferraz